O paraibano Edson Ratinho teve duas décadas de carreira como jogador de futebol e durante esse período atuou em vários clubes, entre eles São Paulo, Internacional e Mallorca, da Espanha. Em 2022, quando ainda estava em atividade vestindo a camisa do Santa Cruz precisou alterar a rota. O ex-lateral recebeu um convite e se mudou para os Estados Unidos, onde comanda há quase dois anos um time na cidade de Orlando nas categorias sub-12 e sub-18.
“O convite, na verdade, era para jogar. O dono do clube que estou aqui tinha um clube na Itália e ele queria que eu fosse jogar lá e depois ficar ajudando na gestão, mas foi na época da pandemia da Covid-19 e tudo fechou. Acabou que ele tinha um plano B e me levou para os Estados Unidos para trabalhar na escolinha dele. As coisas de Deus acontecem no tempo certo. Não queria parar de atuar naquele ano, até pelo fato de ter essa proposta para jogar na Itália, mas as coisas foram acontecendo. São coisas de Deus e a gente precisa obedecer. Foi um convite muito especial e estou muito feliz nessa função. Sei que posso agregar para os garotos que querem se tornar jogadores profissional”, explicou Edson Ratinho.
Edson Ratinho vai ter a primeira grande experiência da curta carreira na beira dos gramados. O Ideasport, equipe que o ex-jogador dirige, vai em 2025 estrear na disputa da Major League Soccer (MLS), que é a principal liga de futebol entre clubes dos Estados Unidos, na categoria sub-18.
“Isso é muito bom. Significa que o trabalho está sendo bem feito. A responsabilidade aumenta também, mas a expectativa é a melhor possível. Todo mundo que vem para cá sonha em trabalhar com a MLS e estar nos clubes que disputam essa liga. Essa liga é muito requisitada nos EUA. Vou para o meu segundo ano como treinador e já dirigir uma categoria que vai disputar essa liga é muito gratificante”, disse.

Com a oportunidade de trabalhar na MLS ainda na base, o paraibano já traçou um objetivo.
“Estou estudando, aprendendo o idioma também. Aprendendo um pouco da cultura do país e a metodologia de trabalho. Não tem como não sonhar em chegar em uma equipe profissional na MLS. Vim com o intuito também de buscar conhecimento. A Seleção esteve nos EUA para a Copa América e busquei ir ver de perto as atividades, como Dorival Jr. foi meu técnico no Internacional. Tive uma amizade boa com ele. A Seleção usou as instalações do nosso CT. Também trabalhei com Alisson (goleiro), Juan (ex-zagueiro e hoje integrante da comissão técnica do Brasil), e essa troca de conhecimento foi importante”, afirmou.
Campeão da Série B do Brasileiro em 2014 com o Joinville, o ex-jogador busca ter vários técnicos como referência. Um deles é Luiz Felipe Scolari, o Felipão.
“Tive bastante treinadores, desde Lauro Carvalho, como praticamente meu formador no tempo de escolinha, e depois até com ele no profissional pelo Botafogo-PB. Sempre foi um cara que gostei muito da forma dele trabalhar. Ele é ex-jogador, mas nunca foi aquele treinador de futebol, mas um educador também. Me ajudou também muito como cidadão. Muito do sucesso que tive devo a ele. Tenho algumas coisas dele e de outros técnicos. Trabalhei com Felipão, pentacampeão mundial. Sempre admirei Fernando Diniz, enfrentei várias vezes e foi um cara que gostava muito da forma dele trabalhar. Outro também é Pep Guardiola. Esse é o maior de todos. Procuro ver tudo. Vou pegando um pouco de cada”, finalizou.









